quarta-feira, 15 de abril de 2009

Centec e CVT preenchem vácuo no interior


Capacitação profissional visa aumento do IDH e qualidade de vida

O interior do Ceará recebeu um reforço com a criação dos Centros Regionais de Ensino Tecnológico (Centec), em 1997. Os Centec formam tecnólogos de nível superior nas áreas de Tecnologia de Alimentos, Eletromecânica, Irrigação/Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental.

No interior cearense, o percentual de jovens na universidade na faixa etária de 18 aos 22 anos é de menos de 3%. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) está muito abaixo do de Fortaleza. A educação universitária no interior era de ênfase na área de ciências humanas.

As três unidades do Centec que dão cursos de nível superior possuem hoje 1.656 alunos e já formaram 231 tecnólogos. São 180 vagas oferecidas por ano, 45 em cada uma das opções. Para 2003, estão previstos dois vestibulares por ano. O diploma é reconhecidos pelo Conselho Estadual de Educação.

Os Centec fazem parte do sistema de educação tecnológica do Ceará, implantado em 1997, todo em municípios do interior, junto com os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT), 40 em funcionamento.

Os CVT são a vertente profissionalizante do sistema, com cursos de caráter prático com 40 a 120 horas sobre processos e produtos, voltados para a população de baixa renda. Para implantar os CVT e Centec, a Secretaria da Ciência e Tecnologia (Secitece) se valeu da parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério de Ciência e Tecnologia, com bolsas para a contratação dos professores, sem onerar a folha de pagamento do Estado.

A fórmula encontrada pela Secitece e CNPq para pagamento dos professores garantiu a consolidação do modelo de ensino tecnológico. O CNPq financiou mais de R$ 9 milhões em bolsas no sistema.

O Instituto Centro de Ensino Tecnológico, a Organização Social que engloba as 3 unidades dos Centec e os CVT, criada em junho de 2000 pelo decreto estadual nº 25.927, hoje paga 90% do pessoal, contratados pela CLT. A parceria do CNPq, em 2001, financiava ainda 150 bolsas, R$ 1,2 milhão.

Os 3 Centecs têm 3 doutores, 63 mestres, 7 especialistas e 11 professores com graduação. Todos têm que residir nos municípios do interior nos quais lecionam. Esta é uma cláusula de obrigação contratual. Mais dois doutores, 5 mestres, 6 especialistas e 11 graduados trabalham na sede do Instituto Centec, em Fortaleza.

Os CVT têm 140 professores, na maioria agrônomos, engenheiros mecânicos e engenheiros civis. Têm laboratórios de informática, física, química e biologia, onde atendem professores e alunos da rede pública de ensino com práticas laboratoriais.

O vestibular do Centec destina vagas fixas para os municípios vizinhos, de modo proporcional ao percentual de alunos que concluiu o ensino médio. A primeira turma de 66 alunos concluiu o curso em dezembro de 2000 no Centec de Limoeiro do Norte, implantado em 1997. Em junho de 2001, se formaram as primeiras turmas das unidades de Sobral e Juazeiro do Norte.

Governo federal adota Programa Nacional de Capacitação


Ministério da Ciência e Tecnologia propõe inclusão em programa nacional

Nas diretrizes para 2001-2002, o Ministério da Ciência e Tecnologia adotou a proposta do secretário Ariosto Holanda no Programa Nacional de Capacitação Tecnológica da População, para instalar em cada Estado 3 Centec e 20 CVT. O investimento foi orçado em R$ 675 milhões, mais R$ 186 milhões em bolsas para contratar pessoal.

A experiência cearense de educação tecnológica recebeu a visita de 21 Estados, alguns governadores interessados em aplicar o modelo à realidade dos seus Estados, como o de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e o do Acre, Jorge Viana (PT). O Fórum Nacional de Secretários de Ciência e Tecnologia endossou a proposta de expansão da experiência no País, com base na idéia de uso do conhecimento tecnológico como ferramenta para redução da exclusão social.

A fatia maior de financiamento do programa – acima de R$ 60 milhões, a infra-estrutura física, foi bancada pelo governo do Estado. O Estado contratou US$ 10 milhões à trade alemã MLW, para aquisição de equipamentos. Cada Centec tem mais de US$ 500 mil em equipamentos de laboratórios, informa o diretor executivo, Antonio Amaury Oriá Fernandes.

O Programa de Reforma do Ensino Profissional (Proep), do Ministério da Educação, financia com R$ 390 mil o Plano Estadual de Ensino Profissionalizante. Destina mais R$ 2,67 milhões na construção de 3 CVTs e novos blocos nos Centec de Sobral.

O Proep é ainda o principal financiador da Infovia que irá interligar os CVT num programa de educação a distância com rede de videoconferência e provimento de Internet, com R$ 2,47 milhões. O Ministério da Ciência e Tecnologia financia o programa com mais R$ 1,8 milhão para aquisição de computadores.

Como o Ceará já possui CVT e Centec, será beneficiado com bolsas do CNPq, informa o secretário. A Fundação Cearense de Amparo ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), com a interveniência da Secretaria de Administração, fechou o primeiro contrato de gestão de R$ 4,5 milhões para manutenção dos CVT e Centec, por 6 meses. O que dá R$ 900 mil mensais, a perspectiva sustentável do sistema, menos dependente de bolsas, limitadas a um ano de vigência renovável por mais um ano.

Ceará investe em qualificação


Dos R$ 93,8 milhões investidos de 1995 a 1999, governo do Estado bancou R$ 53,5 milhões

O investimento direto na educação tecnológica em três Centros de Ensino Tecnológico (Centecs) e 36 Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) da Secretaria da Ciência e Tecnologia no interior do Ceará, soma R$ 93,8 milhões de 1995 a 1999. O valor não inclui despesa com pessoal e custeio. Do total, o governo cearense já investiu R$ 53,5 milhões, a fatia maior.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) entrou com R$ 9,9 milhões e o Pró Ciência, da Fundação Capes, financiou R$ 1,44 milhão. A trade MLW do governo alemão financiou R$ 19,3 milhões. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) injetou R$ 7 milhões em bolsas para os professores e o Programa de Reforma do Ensino Profissional (Proep), do Ministério da Educação, mais R$ 2,6 milhões.

O Proep financiou R$ 880 mil para a construção de quatro novos blocos do Centro de Ensino Tecnológico (Centec) de Sobral, que está com 85% das obras concluídas. Um bloco, com dois pavimentos, abrigará os laboratórios dos cursos de Saneamento e de Irrigação.

Dois outros blocos, um deles com dois pavimentos, sediarão réplicas de fábricas para processamento de carne, derivados de leite, frutas, cereais incluindo panificação e os laboratórios de Bromatoplogia e Microbiologia do cursos de Alimentos. O quarto bloco é do curso de Eletromecânica, também com dois pavimentos, onde ficam os laboratórios de eletrotécnica, mecânica, soldagem e ajustagem e comandos numéricos.

O Centec de Sobral conta com 286 alunos oriundos de 41 municípios da região Norte. O Centec de Limoeiro do Norte, que começou as aulas um ano antes, possui hoje 413 alunos, e o de Juazeiro do Norte 312 alunos, no total de 1.011 nos três Centecs.

Os três Centecs têm capacidade para 3.240 alunos, 1.080 cada um quando estiverem em pleno funcionamento de seis turmas por cada semestre em curso. Em cada vestibular, os Centecs recebem 180 novos alunos por ano - 45 de Eletromecânica, 45 de Irrigação, 45 de Saneamento ambiental e 45 de Alimentos. A equipe docente do Centec de Limoeiro do Norte é formada por dois doutores e 18 mestres do total de 32 professores – 12 de Eletromecânica, 8 de alimentos e 12 da área de Recursos Hídricos, dos cursos específicos de Irrigação e Saneamento Ambiental.

O fundador e primeiro presidente do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), Antonio Amaury Oriá Fernandes, compara o Centec de Sobral a universidades dos Estados Unidos, onde fez mestrado no Texas e doutorado em Oklahoma, e diz que não viu nenhum campus igual. São 4.500 metros quadrados de área construída num espaço amplo e arborizado onde ficava uma antiga fábrica, com paredes largas. É o dobro da área do Centec de Limoeiro do Norte, que começou as aulas um ano antes.

Os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) de São Benedito e de Crateús – agora são 36 unidades em funcionamento -, foram inaugurados pelo ministro da Educação, Paulo Renato. O de Crateús já atendeu em abril e maio a 280 pessoas nos cursos profissionalizantes e mais outras 260 nos cursos de ciências nos laboratórios de Física, Química e Biologia.

O CVT de São Benedito atendeu 240 pessoas em maio, 120 nos cursos profissionalizantes e 120 nos cursos de Ciência. Cada um dos dois CVT foi ampliado com a realização simultânea de 20 cursos, com a média de 20 alunos por turma, garante Jerônimo Lima da Silva, diretor de Extensão Tecnológica do Instituto Centec.

O CVT de Crateús é um investimento de R$ 575.686,14 financiados à Secretaria da Ciência e Tecnologia (Secitece) pelo Programa de Reforma do Ensino Profissional (Proep), do Ministério da Educação, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos cobrem a construção de prédio e equipamentos, consultoria e serviços. O Proep financiou ainda o CVT de São Benedito, com R$ 672.546,00 e o CVT de Massapê com R$ 651.546,00. Os três CVTs, que já estão operando, têm área construída de 1.350 metros quadrados.

A rede de CVTs do interior, com os de Massapê, São Benedito e Crateús, soma hoje 36 unidades – serão 40 até o final do ano, de acordo com programação da Secitece. A maior procura nos CVTs é pelos cursos dos laboratórios de informática, de formação básica, Windows e Office. Só no CVT de Massapê, que iniciou atividades em maio, já inaugurado, se inscreveram mais de 2 mil pessoas nos cursos de informática.

Os cursos profissionalizantes dos três novos CVTs enfocam a formação prática em áreas como eletricista predial, agricultura orgânica, produtos de limpeza, farmácia viva, comandos elétricos, fitossanidade, agricultura irrigada, mecânica automotiva, produtor de hortaliças, bombeiro hidráulico, derivados do leite e artífice da construção civil. Segundo Jerônimo Lima, o tema dos cursos é escolhido de acordo com pesquisa de demanda por capacitação profissional no município.

A equipe do CVT de Crateús é composta por um engenheiro civil, um agrônomo, um engenheiro mecânico e um veterinário. O CVT oferece ainda assistência tecnológica à população, presta consultoria e elabora projeto na área de Ovinocaprinocultura, em convênio com o Banco do Nordeste. Outra atividade é o treinamento de pessoal das prefeituras, com cursos de Secretariado e Informática.

"Pobre também gosta de coisa boa"


Rede de videoconferência interliga CVT e Centec às Universidades

"Pobre também gosta de coisa boa". A frase, do secretário da Ciência e Tecnologia, Ariosto Holanda, foi dita ao então Ministro do Trabalho, Edward Amadeo, que afirmara ser "coisa de rico" a estrutura de educação tecnológica do Ceará. O comentário foi feito pelo ministro quando assistia a um vídeo sobre os Centro de Ensino Tecnológico (Centec) e Centros Vocacional Tecnológico (CVT).

Os CVT e Centec agora estão conectados numa rede de videoconferência, com velocidade das transmissões de 256 Kbps. O projeto inicial era de implantar em 1976 a infra-estrutura de comunicação, na época denominada Rede Satélite, com tecnologia da Embratel.

Embora com cinco anos de atraso, a rede cearense de ensino a distância, a única do País de um Estado dedicada exclusivamente a educação, está sendo a primeira a ser implantada no Brasil. Nesse meio tempo, o projeto foi abarcado pela especificação de um backbone estadual de alta velocidade, a Rede Governamental, do qual as Infovias do Desenvolvimento são uma parte constituinte. A Telemar está contratada para prover a conexão, vencedora da licitação.

Tese de mestrado historia contexto da origem dos CVT e Centec


Dissertação na UNB teve como orientador Cristovam Buarque

As origens do CVT no Ceará estão relacionadas ao Programa de Apoio às Tecnologias Apropriadas (PTA) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Uma avaliação da iniciativa do CNPq foi tema da dissertação de mestrado de Flávio Cruvinel Brandão, que teve como orientador Cristovam Buarque, no Mestrado em Desenvolvimento Sustentável - Área de Concentração em Política e Gestão de Ciência e Tecnologia no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Br
asília.

No estudo de caso foram avaliados três dos 12 programas estaduais de apoio às Tecnologia Apropriadas conveniados com o CNPq, o Programa de Difusão Tecnológica do Estado do Ceará (Proditec/CE), que deu origem aos CVTs, o Programa Paraibano de Tecnologias Apropriadas (PPTA/PB) e o Programa de Verticalização da Pequena Produção Familiar (Prove/DF). Estes foram os primeiros apoiados pelo PTA/CNPq.

Flávio Brandão faz um relato histórico detalhado da reunião no Ministério da Ciência e Tecnologia em fevereiro de 1994 quando o deputado Ariosto Holanda apresentou a proposta, que tinha o objetivo de gerar trabalho a partir da capacitação do homem. Estavam presentes o sociólogo Herbert José de Souza (Betinho), o ministro da Ciência e Tecnologia, José Israel Vargas, o ministro do Trabalho, Walter Barelli e outras autoridades.

O autor usa dados da Secretaria da Ciência e Tecnologia e do CNPq para mostrar todos os passos no início do Proditec e da transformação do programa em CVT e Centec. Cita as metas propostas e realizadas com apoio de bolsas do CNPq, os primeiros cursos profissionalizantes, a criação do primeiro Centec em Limoeiro do Norte e as repercussões iniciais da iniciativa do Ceará no governo federal para ser transformada em programa nacional.

O relato considera a experiência do Ceará um dos casos de melhor desempenho do PTA, batizado pela Secitece de Proditec, por ter sido continuado e aprofundado pelo CVT.
A
tese pode ser acessada no site da Rede de Tecnologia Social (RTS): http://tinyurl.com/cphgpm

Governador e dois ministros inauguram Infovias



12 municípios do Ceará acompanham ato pela videoconferência

As Infovias do Desenvolvimento, a infra-estrutura de comunicação do Ceará,foram inauguradas no dia 20 de junho de 2002 na sede do Centro de Ensino Tecnológico (Centec), em Fortaleza. Tudo correu bem com a velocidade de transmissão de 256 Kbps de voz, imagem e movimento através da rede de videoconferência do Ceará para educação a distância.

Presenciaram a solenidade o governador Beni Veras, o ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, a ministra interina da Educação, Maria Helena Castro, o secretário Neto Cisne, da Ciência e Tecnologia e o deputado Ariosto Holanda. Participaram do evento, através de viva voz e imagem transmitidas das salas de videoconferência na sede dos seus municípios, prefeitos e outras autoridades de Limoeiro do Norte, Aracati, Aracoiaba, Beberibe, Brejo Santo, Crateús, Itaiçaba, Massapê, Missão Velha e Quixeré.

Também os reitores das Universidades UFC, UECE e UVA manifestaram, das salas de videoconferência instaladas em cada instituição, sobre o que esperam com a tecnologia, além do secretário de Saúde, Anastácio Queiroz, que falou do ponto instalado na Escola de Saúde Pública.

“Com atuação em 99 municípios, a UECE vai ampliar essa sua característica”, disse o vice-reitor Francisco Araripe. O reitor da UFC, Roberto Cláudio Bezerra, anunciou que vai lançar edital para vestibular nos 12 municípios conectados às Infovias para licenciatura em Física, Química, Biologia e Matemática, com um módulo para capacitar em informática. O reitor da UVA, Teodoro Soares, informou que a Faculdade de Medicina de Sobral vai usar a videoconferência para telemedicina em parceria com a UFC.

“Vamos iniciar um avanço muito grande com o ensino a distância, pois precisamos treinar muitas pessoas num curto espaço de tempo”, afirmou o secretário Anastácio Queiroz. Está em andamento um curso sobre Morbimortalidade Infantil na Escola de Saúde Pública, para agentes de saúde.

O governador Beni Veras destacou o papel do deputado Ariosto Holanda, ex-secretário da C&T, “pela sua obstinação em desenvolver a ciência e tecnologia em nossa terra, inclusive por meio das Infovias”. Para ele, o ex-secretário “revolucionou o ensino profissionalizante através da criação de uma rede de educação profissional de alto padrão com foco nas necessidades da economia e nas demandas do mercado de trabalho”.

Metade dos recursos do programa de educação tecnológica do Ceará foram bancados pelo ex-governador Tasso Jereissati e a outra metade pelo MCT e MEC, através do Programa de Expansão de Educação Profissional (Proep), informou o deputado. Segundo ele, 1 milhão de cearenses precisam reciclar os seus conhecimentos e vão ser atendidos pela rede Infovias.

A ministra Maria Helena Castro informou que o MEC, pelo Proep, financiou R$ 3.580.376 nas Infovias, no total de R$ 11.970.743,00 no programa de educação profissional do Ceará. Segundo ela, “o ensino a distância é um recursos que será usado cada vez mais no país. Esse dia marca uma nova etapa na educação no Ceará, pois vai atender aos alunos da educação básica, educação superior, telemedicina e educação profissional”.

O ministro Sardenberg disse que o Ministério colocou R$ 40 milhões nesse projeto de educação profissional do Ceará, iniciado em 1995, dos quais R$ 12 milhões em bolsas. 'Toda sociedade está transitando para os empregos mais qualificados, e o Ceará tem sintonia com esta tendência', afirmou. Segundo ele, o Ceará em 2001 recebeu R$ 20 milhões dos fundos setoriais, 22% de todo o Nordeste, com projetos competitivos.

O secretário Neto Cisne enfatizou que “o desenvolvimento científico e tecnológico não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como instrumento para superar dificuldades e criar oportunidades de crescimento econômico”. Os 40 Centros Vocacionais Tecnológicos atenderam a 47.239 pessoas em 2001, com previsão de beneficiar 60 mil pessoas este ano. Os três Centec formaram 231 tecnólogos, 95% já empregados, e possuem 1.656 alunos de Eletromecânica, Irrigação, Tecnologia de Alimentos e Saneamento Ambiental.

Rede de videoconferência é inaugurada em transmissão para 5 salas


Backbone das Infovias do Desenvolvimento começou com 20 salas equipadas

A primeira transmissão operacional da rede de videoconferência do governo do Ceará realizou-se no dia 26 de outubro, com sucesso, das 9h22 às 11h15. Na velocidade de 256 Kbps, que transmite voz e imagem, foi conectada a sala master em Fortaleza, na Universidade Federal do Ceará, a 4 salas situadas em Sobral, Limoeiro do Norte, Aracoiaba e Beberibe, com interatividade.

O Programa de Expansão do Ensino Profissionalizante (Proep), do ministério da Educação, financiou em R$ 3,5 milhões a Secretaria da Ciência e Tecnologia para a implantação de 25 salas de videoconferência. A rede, que vai operar com 20 pontos, é a primeira do Brasil dedicada só a educação, disse o consultor da Secretaria Nacional de Educação a Distância, Dermeval Bruzzi.

A transmissão inaugural de Bruzzi sobre o Uso da Videoconferência foi feita dentro do I Congresso Internacional de Telemática na Educação, que estava sendo realizado em Fortaleza no centro de convenções Edson Queiroz. A infra-estrutura de comunicação foi provida pela Telemar, que venceu a licitação para implantar o backbone da Rede Governamental. O contrato é de R$ 20 milhões para fornecimento da conexão do backbone por 5 anos, do qual a rede de videoconferência é um apêndice.

A rede de videoconferência com 20 salas equipadas, a um custo unitário de R$ 100 mil, faz parte das Infovias do Desenvolvimento. Foram inauguradas na ocasião as salas dos Centros de Ensino Tecnológico (Centec) de Sobral e Limoeiro do Norte, e as dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) de Aracoiaba e Beberibe.

Cada equipamento de videoconferência da PictureTel, fornecido pela Siemens, custa R$ 70 mil. A empresa entregou em 2001 o material para mais 15 salas de videoconferência. A importação custou em torno de US$ 900 mil, informa Rodrigo Bertozo, gerente da Siemens em Fortaleza.

"O projeto de mais 5 anos de luta do secretário Ariosto Holanda, idealizador das Infovias, está se tornando realidade", disse Mauro Pequeno, assessor da Secretaria da Ciência e Tecnologia, que coordenou a transmissão, o primeiro a falar pela rede. Da sala master em Fortaleza, para os 4 pontos da rede, o vice-reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Rene Barreira, acrescentou que será dado a distância curso de Licenciatura para 1080 professores leigos de Biologia, Química, Física e Matemática.

Barreira informou ainda que a rede será usada em 2002 pela UFC para, de Fortaleza, dar um curso de Especialização em Informática para professores em Sobral, do curso de Ciência da Computação da Universidade Vale do Acaraú (UVA). O prefeito do município, Cid Gomes, comentou que a tendência da rede de videoconferência é interligar todo o Ceará no ensino e difusão do conhecimento. Segundo ele, o esforço do secretário para viabilizar a rede foi correspondido pelo compromisso e sensibilidade do governador Tasso Jereissati em implantar a infra-estrutura.

O reitor da UVA, Teodoro Soares, informou que a Especialização por videoconferência vai contribuir para o reconhecimento do curso de Ciência da Computação. O coordenador do Instituto Centro de Ensino Tecnológico, Antonio Amaury Oriá Fernandes, de Sobral, declarou que a rede "pertence às prefeituras, órgãos e secretarias de governo para dar cursos, fazer reuniões de trabalho e treinamento, de modo a diminuir custos".

Do Centec de Limoeiro do Norte, o professor Joselito Brilhante avalia que a rede servirá para melhorar a qualidade do ensino e transferir conhecimento. "Estamos vivendo um dia emocionante", afirmou o prefeito de Beberibe, Orlando Facó, que prestigiou a inauguração na sala de videoconferência do CVT. O coordenador do CVT de Aracoiaba, Antonio Bandeira, lotou os 37 lugares da sala de videoconferência padronizada com professores dos CVTs de Quixeramobim, Quixadá, Canindé, Maranguape e Horizonte, além de alunos dos cursos de Qualidade no Atendimento e Mecânica de Motos.

No dia 27, às 9 h, a sala master da UFC transmitiu para a rede de videoconferência palestra interativa da professora Lúcia Helena Grangeiro, do setor de Educação a Distância da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Ela abordou o uso da videoconferência no ensino para professores nos 4 municípios. Às 15h, a Secretaria de Educação Básica fez uso da rede de videoconferência pela primeira vez, com palestra de Vânia Maria Chaves de Castro e Germânia Kelly Furtado Ferreira, sobre ‘‘Postura do Professor - mudanças de paradigmas didáticos e metodológicos’’.

No dia 28, às 9h, foi feita transmissão na rede com a diretora da Escola de Saúde Pública, Sílvia Mamede. Em seguida, o médico geriatra João Mendes, proferiu palestra sobre Atenção à Saúde do Idoso no Programa de Saúde da Família (PSF). Às 11h houve uma demonstração de teleconsulta, quando um médico generalista do PSF levou um paciente à sala de videoconferência em Beberibe para discutir o caso com o médico especialista na sala master da UFC, em Fortaleza.

A sala master da UFC foi financiada pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, por R$ 150 mil. De acordo com Ariosto Holanda, mais duas salas master vão ser incorporadas à Rede, uma na sede do Instituto Centec - inaugurada no dia 4 de abril pelo vice-governador Beni Veras -, e outra na Escola de Saúde Pública.

A nova sede do Instituto Centec, recebeu investimento de R$ 400 mil e tem área construída de 1.597,4 metros quadrados. Substituiu o prédio alugado de 642,7 metros quadrados onde hoje trabalham 67 funcionários do Instituto e 10 bolsistas.

No dia 7 de dezembro, das 9 às 11h, a Escola de Saúde Pública transmitiu da sala master da UFC, pela rede de Videoconferêcia da Secretaria da Ciência e Tecnologia, o seminário A Asma na Infância no Contexto do Programa de Saúde da Família. O Professor Dr. Almir Castro, pediatra, proferiu aula dentro do Curso de Especialização de Saúde da Família da Escola de Saúde Pública do Ceará. A aula foi dada para médicos e enfermeiras que estavam nas salas de videoconferência das unidade do Centro de Ensino Tecnológico (Centec) de Sobral e de Limoeiro do Norte, e dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) de Beberibe e Aracoiaba.